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Sustentabilidade: O papel Incontornável das Empresas
 
Sustentabilidade: O papel Incontornável das Empresas
Área : Opinião Geral
01/06/06  -  Belmiro de Azevedo
Fonte : Anuário de Sustentabiliadade 2006 (BioRumo - Consultoria em Ambiente e Sustentabilidade)
Cargo : Presidente do Conselho de Administração da Sonae SGPS
Sustentabilidade: O papel Incontornável das Empresas

Contribuir para um desenvolvimento sustentável é responsabilidade de todos e de cada um de nós .

Já vai relativamente longe o tempo em que era consensual que unicamente ao Estado cabia definir e implementar políticas de salvaguarda do ambiente e de promoção  da coesão social e económica da população. É evidente que esse modelo falhou e que a actuação do Estado não é suficiente, nem essa é tão pouco a forma mais eficaz de promover o desenvolvimento sustentável.

As empresas, enquanto motor do crescimento económico, têm, e devem assumir, um papel essencial nesse processo. Não só porque não estão condicionadas por ciclos  políticos de curto prazo, como dominam ferramentas mais adequadas para promover um crescimento económico mais sustentável e, sobretudo, porque as empresas só poderão funcionar bem se a sociedade em que se inserem também funcionar.

Num mundo em que se assiste a crescentes assimetrias entre ricos e pobres, as empresas devem assumir-se como factor de pressão para que a sociedade funcione bem. Para tal, devem lutar contra a corrupção, devem promover a criação de emprego e devem contribuir para a livre concorrência como forma de melhor distribuir a riqueza.

As empresas também devem gerir os seus negócios usando crescentemente recursos naturais renováveis e procurando racionalizar o uso dos não-renováveis. Especial enfoque deverá ser dado à água e à energia. As alterações climáticas a que todos temos vindo a assistir (e alguns a sentir) são um dos principais desafios a que as empresas não se podem alhear. Sendo um dado adquirido que as emissões de carbono são um factor preponderante para as alterações climáticas, as empresas devem implementar planos de redução de emissões na sua actividade. Naturalmente, essa redução estará ligada à redução do consumo de energia e utilização crescente de fontes de energia renováveis, mas haverá concerteza outras áreas de actuação que terão e ser avaliadas.

As empresas não podem ainda ignorar uma outra tendência que é o crescente sentimento e atitude anti-globalização por parte dos consumidores. Essa tendência está  muito ligada à desconfiança que genericamente os cidadãos têm em relação às grandes empresas. Por isso estas não podem deixar de actuar de uma forma transparente e com responsabilidade perante os seus colaboradores, clientes, accionistas, e comunidades envolventes. Os seus produtos devem ser desenvolvidos de uma forma ambiental e socialmente responsável. As empresas devem desenvolver a sua actividade segundo modelos de governance e códigos de conduta estritos.
O desenvolvimento de parcerias com instituições e organizações não-governamentais tenderá a ser uma forma cada vez mais eficaz para que as empresas possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos que são de alguma forma envolvidos na sua actividade. Acredito que as ONGs também evoluirão na sua forma de  actuação e procurarão cada vez mais dar o seu contributo de uma forma positiva para todo o processo, em vez de procurarem notoriedade fácil através do ataque  sistemático às empresas. Aliás, temos já exemplos nesse sentido em Portugal, em que algumas empresas - de que a Sonae é exemplo - desenvolveram com sucesso projectos em parceria com algumas ONGs.

O Grupo Sonae desenvolve os seus negócios tendo subjacente um conjunto de valores e princípios perfeitamente sintónicos com o desenvolvimento sustentável. Todos os gestores do Grupo assumem um papel fundamental em difundir e fazer implementar esses valores e princípios. Mas também todos os colaboradores são responsáveis pela sua adopção e por contribuirem para que as empresas do Grupo possam ser um referencial, nos mercados em que actuam, em termos de responsabilidade corporativa. Estou orgulhoso do progresso alcançado, mas todos temos de estar conscientes que este processo não acaba com o que se já conseguiu.  É um processo de melhoria contínua e de longo prazo, em que o esforço de procurar fazer cada vez melhor é uma constante. Se queremos ser líderes nos nossos negócios, temos de ser líderes no contributo para um desenvolvimento sustentável.


 

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